JÚRI
INTERNACIONAL
FRANCISCO
MANSO
(Presidente do Júri)
Francisco Manuel Manso Gonçalves de Faria nasceu em Lisboa,
a 28 de Novembro de 1949. Frequentou a Faculdade de Direito de Lisboa
e possui o Curso de Cinema e Audiovisuais do ARCO (1976) e o Cursos
de Audio e de Assistente de Realização da R.T.P. (1979/80).
Realizou
e produziu - "Terra Nova Mar Velho" (1981/82) "Onde
a Terra Acaba e o Mar Começa" (1987); "Filhos da
Estrada e do Vento" (1987/88); “Alentejo Cantado"
(1991); Quatro médias metragens de ficção (50',
cada), para a RTP: "Quase" (l991); "Saudade" (l992);
"Na Mão de Deus" (l993); 'Nostalgia" 1993/94);
a série televisiva "Uma Saga Europeia" (1996); e
"O Testamento do Senhor Napumoceno"1996/97 que participou
no Festival Internacional de Cinema de Gramado (Brasil), em 1997,
onde recebeu os seguintes prémios: Melhor Filme, Melhor Argumento
e Melhor Actor (Competição Oficial do Cinema Latino),
no 8' Festival Internacional Cinematográfico de Assunção
(Paraguai), em 1997, onde ganhou os prémios Melhor Filme e
Melhor Actor e ainda ganhou o Grande Prémio do 3' Festival
Internacional de Cinema e Vídeo do Ambiente e Lusofonia de
Seia (Cine’ Eco 97). Realizou e produziu ainda inúmeros
outros vídeos e filmes.
MARIKA
GREEN
Actriz e produtora, Marika Green viu a sua carreira iniciar-se, em
1959, sob as ordens de Robert Bresson, no filme Pickpocket, onde se
notava já a beleza serena do seu rosto e a elegância
da sua silhueta. Frequentou os cursos da Escola de Dança em
Stockholm e da Ópera de Paris, estudou no Conservatório
de Arte Dramática de Paris, com mestres como Robert Manuel
e Fernand Ledoux e no Modern Jazz Dance de Nova Iorque. Entre os workshops
que frequentou, são de destacar os ministrados por Ariane Mnouchkine
, Le Théatre du Soleil, Shinto e No Theatre/ Yoshi Oida e Actor’s
Studio. Trabalhou como actriz, no cinema, em mais de uma quinzena
de filmes, com realizadores como Robert Bresson, em “Pickpocket”;
René Clément, em “Le Passager de la Pluie”;
Just Jaeckin, em “Emmanuelle”; Christian Berger, em “Hanna
en Mer” e “Le Péage”; Jean-Daniel Simon,
em “La Fille d’en Face”, entre muitos outros.
Para a
televisão, interpretou mais de trinta produções,
entre as quais, “La Servante du Pasteur”, “Le Mystère
de la Chambre Jaune”, “Le Golem”, “Königsmark”,
“Une Nuit a Paris”, “Le Chateau” e “Grand
Hotel”, todos de Jean Kerchbron; “Les Grandes Espérances”,
de Marcel Cravenne; “Les Soirées au Bungalow”,
“L’Alfoméga” e “Candice, ce n’est
pas Sérieux”, estes de Lazare Iglesis; “Maigret
et la Nuit du Carrefour”, de François Villers; “A
l’Ombre d’un Doute”, de Maurice Ronet; “Die
Wilden Kinder”, de Christian Berger; ou “Bauernscach”,
de Helmut Berger.
No teatro, distinguem-se as suas interpretações de Paul
Claudel (“La Cantate a Trois Voix”) ou Jean Cocteau (“La
Voix Humaine”).
O seu
nome está ainda ligado a um vasto número de documentários,
entre os quais, “Idylles Éthniques”, de Christian
Berger.
ENOS
WILLIAMS
Formou-se em Belas-Artes pela School of Art Institute de Chicago,
em 1995. Dedicou-se ao estudo de vídeo, cinema, pintura e escultura.
Tem o bacharelato em Escultura e em Língua Italiana, da Universidade
de New York, em Albany. É professor de Teoria de Cinema e Cidades
na ARCO, em Lisboa. Como designer, os seus trabalhos encontram-se
em lojas de design contemporâneo em Nova Iorque, Chicago e Itália
(Florença).
Deu aulas
de história e design de escultura em metais e madeira. Orientou
colóquios sobre Malevich e o Suprematismo, Miguel Angelo e
o Renascimento Italiano, Arte Nativa Americana e Chris Marker.
Responsável
pelo departamento de vídeo da School of the Art Institute of
Chicago, trabalhou na criação e produção
de vídeo da Video Data Bank, do memso Instituto, o maior distribuidor
de vídeos sobre arte e artistas. Produziu documentários
dentro desse âmbito e trabalhou no sector de informação
para produtores independentes de cinema e vídeo, nos Estados
Unidos, Canadá e Europa.
SOFIA
ALVES
Nasceu em Luanda, nos primeiros anos da década de setenta.
Veio, ainda bebé, para Lisboa, onde tem vivido desde então.
Iniciou a sua carreira como modelo publicitário, apenas com
12 anos de idade. O seu sonho era tirar o curso de relações
públicas, projecto que abandonou para optar pela carreira de
actriz.
Estreou-se
no cinema, em 1992, sob a direcção de Manoel de Oliveira,
em “Vale Abraão”. Com o mesmo realizador participou
em “A Caixa”, em 1994 e “Party”, em 1996.
Ainda no cinema, interpretou a curta-metragem de José Gouveia,
“Num Piscar de Olhos”, em 1995, o mesmo ano em que se
estreou no teatro na peça “O Dia Seguinte”, de
Luis Francisco Rebelo. No entanto, tem sido na televisão, principalmente
em telenovelas, que tem decorrido a maior parte da sua carreira. Desde
“A Banqueira do Povo”, em 1992, a sua presença
tem sido quase constante, tendo integrado o elenco de “Na Paz
dos Anjos”, “Desencontros”, “Primeiro Amor”,
“Vidas de Sal” “Ballet Rose - Vidas Proibidas”,
“Os Lobos”, e “Filhos do Vento”. Foi apresentadora
do “Programa dos Programas”, comemoração
dos 40 anos da RTP, realizado por Filipe La Féria e o documentário
“Travelling”, da BBC de Londres.
SOFIA
SÁ DA BANDEIRA
Nasceu em Lisboa, no final da primeira metade da década de
60. Frequentou o curso de Filosofia da Universidade Católica
e terminou o curso de Formação de Actores da Escola
Superior de Teatro e Cinema do Conservatório de Lisboa.
No cinema,
participou em duas co-produções, “Alexis”,
de Serge Roullet e “Baudelaire”, de J.P. Rawson. No teatro
fez recentemente parte do elenco de “A Importância de
ser Ernesto”, de Oscar Wilde, encenada por Filipe La Féria.
Mas foi principalmente no pequeno écrã que conquistou
a popularidade e reconhecimento do público, com as suas interpretações
em diversos trabalhos, entre os quais “Claxon”, de Henrique
Oliveira, “A Árvore”, de Bruno Cerveira”,
“Polícias”, de Jorge Paixão da Costa ou
“Refromado e Mal Pago”, série de 26 episódios,
actualmente em exibição na RTP. No seu já longo
percurso televisivo integrou os elencos de inúmeras telenovelas,
tais como “Cinzas”, “Desencontros”, “Roseira
Brava”, “Na Paz dos Anjos” ou “Filhos do Vento”,
entre outras.
RAUL
SOLNADO
Nasceu em Lisboa, em 1929. A sua carreira como actor começou
no teatro amador, na Guilherme Cossul, em 1947. Durante a década
de 50 afirmou-se como actor profissional, vindo a confirmar a sua
extraordinária popularidade no início da década
de 60, com os seus inesquecíveis monólogos, que ainda
hoje se mantêm bem vivos na memória do público.
Em 1969, com Fialho Gouveia e Carlos Cruz consegue, com o programa
“ZipZip”, um dos mais memoráveis êxitos de
sempre em televisão. Também na televisão iria
estar, em 1977, na génese de outro enorme êxito, “A
Visita da Cornélia”.
No teatro,
em operetas, comédias, musicais e revistas, a sua carreira
estende-se ao longo de três décadas de sucessos, que
fizeram dele uma das maiores vedetas populares do nosso panorama artístico.
Será difícil esquecer títulos como “A Guerra
do Espanador”, de Neil Simon, por exemplo, entre tantos e tantos
outros que subiram à cena no Parque Mayer, no Monumental e
principalmente durante os anos áreos em que dirigiu o Teatro
Villaret. Para além de Portugal, também no Brasil viu
confirmada a sua popularidade, com vários programas de televisão.
No cinema, esteve ligado ao início do Cinema Novo, com a sua
interpretação em “D. Roberto”, de José
Ernesto de Sousa. Recorda-se a sua presença nalgumas comédias
dos anos 50, entre elas “O Noivo das Caldas”, ou “O
Tarzan do 5º Esquerdo”, mas foi sobretudo “A Balada
da Praia dos Cães”, de José Fonseca e Costa, que
veio confirmar o seu talento como actor dramático, tão
longe do registo de comédia a que nos habituara.

Júri
de Vídeo Não Profissional
CARLOS BRANDÃO LUCAS, realizador
CAMACHO COSTA, actor
AMÉLIA SOUSA TAVARES, directora do Media Desk - Portugal
ANTÓNIO CORREIA, técnico de desenho, cartografia e fotografia
do Parque Natural da Serra da Estrela.
Júri
da Juventude
(criado este ano)
ANA ROCHA, actriz de “Riscos”
FREDERICO CORADO, director da revista FIM
INÊS SANTOS, cantora, vencedora do Festival da Canção
1998
MIGUEL VALVERDE, membro da organização do Festival Internacional
de Cinema do Algarve
PATRÍCIA RODRIGUES, dirigente do cine clube de Faro
CATARINA FURTADO, estudante finalista de Direito /Seia