CineEco 1998

IV Festival Internacional de Cinema e Vídeo de Ambiente da Serra da Estrela

16 de Outubro a 24 de Outubro de 1998

Filmes Premiados

Juri

 

JÚRI INTERNACIONAL

FRANCISCO MANSO
(Presidente do Júri)

Francisco Manuel Manso Gonçalves de Faria nasceu em Lisboa, a 28 de Novembro de 1949. Frequentou a Faculdade de Direito de Lisboa e possui o Curso de Cinema e Audiovisuais do ARCO (1976) e o Cursos de Audio e de Assistente de Realização da R.T.P. (1979/80).

Realizou e produziu - "Terra Nova Mar Velho" (1981/82) "Onde a Terra Acaba e o Mar Começa" (1987); "Filhos da Estrada e do Vento" (1987/88); “Alentejo Cantado" (1991); Quatro médias metragens de ficção (50', cada), para a RTP: "Quase" (l991); "Saudade" (l992); "Na Mão de Deus" (l993); 'Nostalgia" 1993/94); a série televisiva "Uma Saga Europeia" (1996); e "O Testamento do Senhor Napumoceno"1996/97 que participou no Festival Internacional de Cinema de Gramado (Brasil), em 1997, onde recebeu os seguintes prémios: Melhor Filme, Melhor Argumento e Melhor Actor (Competição Oficial do Cinema Latino), no 8' Festival Internacional Cinematográfico de Assunção (Paraguai), em 1997, onde ganhou os prémios Melhor Filme e Melhor Actor e ainda ganhou o Grande Prémio do 3' Festival Internacional de Cinema e Vídeo do Ambiente e Lusofonia de Seia (Cine’ Eco 97). Realizou e produziu ainda inúmeros outros vídeos e filmes.

MARIKA GREEN
Actriz e produtora, Marika Green viu a sua carreira iniciar-se, em 1959, sob as ordens de Robert Bresson, no filme Pickpocket, onde se notava já a beleza serena do seu rosto e a elegância da sua silhueta. Frequentou os cursos da Escola de Dança em Stockholm e da Ópera de Paris, estudou no Conservatório de Arte Dramática de Paris, com mestres como Robert Manuel e Fernand Ledoux e no Modern Jazz Dance de Nova Iorque. Entre os workshops que frequentou, são de destacar os ministrados por Ariane Mnouchkine , Le Théatre du Soleil, Shinto e No Theatre/ Yoshi Oida e Actor’s Studio. Trabalhou como actriz, no cinema, em mais de uma quinzena de filmes, com realizadores como Robert Bresson, em “Pickpocket”; René Clément, em “Le Passager de la Pluie”; Just Jaeckin, em “Emmanuelle”; Christian Berger, em “Hanna en Mer” e “Le Péage”; Jean-Daniel Simon, em “La Fille d’en Face”, entre muitos outros.

Para a televisão, interpretou mais de trinta produções, entre as quais, “La Servante du Pasteur”, “Le Mystère de la Chambre Jaune”, “Le Golem”, “Königsmark”, “Une Nuit a Paris”, “Le Chateau” e “Grand Hotel”, todos de Jean Kerchbron; “Les Grandes Espérances”, de Marcel Cravenne; “Les Soirées au Bungalow”, “L’Alfoméga” e “Candice, ce n’est pas Sérieux”, estes de Lazare Iglesis; “Maigret et la Nuit du Carrefour”, de François Villers; “A l’Ombre d’un Doute”, de Maurice Ronet; “Die Wilden Kinder”, de Christian Berger; ou “Bauernscach”, de Helmut Berger.
No teatro, distinguem-se as suas interpretações de Paul Claudel (“La Cantate a Trois Voix”) ou Jean Cocteau (“La Voix Humaine”).

O seu nome está ainda ligado a um vasto número de documentários, entre os quais, “Idylles Éthniques”, de Christian Berger.

ENOS WILLIAMS
Formou-se em Belas-Artes pela School of Art Institute de Chicago, em 1995. Dedicou-se ao estudo de vídeo, cinema, pintura e escultura. Tem o bacharelato em Escultura e em Língua Italiana, da Universidade de New York, em Albany. É professor de Teoria de Cinema e Cidades na ARCO, em Lisboa. Como designer, os seus trabalhos encontram-se em lojas de design contemporâneo em Nova Iorque, Chicago e Itália (Florença).

Deu aulas de história e design de escultura em metais e madeira. Orientou colóquios sobre Malevich e o Suprematismo, Miguel Angelo e o Renascimento Italiano, Arte Nativa Americana e Chris Marker.

Responsável pelo departamento de vídeo da School of the Art Institute of Chicago, trabalhou na criação e produção de vídeo da Video Data Bank, do memso Instituto, o maior distribuidor de vídeos sobre arte e artistas. Produziu documentários dentro desse âmbito e trabalhou no sector de informação para produtores independentes de cinema e vídeo, nos Estados Unidos, Canadá e Europa.

SOFIA ALVES
Nasceu em Luanda, nos primeiros anos da década de setenta. Veio, ainda bebé, para Lisboa, onde tem vivido desde então. Iniciou a sua carreira como modelo publicitário, apenas com 12 anos de idade. O seu sonho era tirar o curso de relações públicas, projecto que abandonou para optar pela carreira de actriz.

Estreou-se no cinema, em 1992, sob a direcção de Manoel de Oliveira, em “Vale Abraão”. Com o mesmo realizador participou em “A Caixa”, em 1994 e “Party”, em 1996. Ainda no cinema, interpretou a curta-metragem de José Gouveia, “Num Piscar de Olhos”, em 1995, o mesmo ano em que se estreou no teatro na peça “O Dia Seguinte”, de Luis Francisco Rebelo. No entanto, tem sido na televisão, principalmente em telenovelas, que tem decorrido a maior parte da sua carreira. Desde “A Banqueira do Povo”, em 1992, a sua presença tem sido quase constante, tendo integrado o elenco de “Na Paz dos Anjos”, “Desencontros”, “Primeiro Amor”, “Vidas de Sal” “Ballet Rose - Vidas Proibidas”, “Os Lobos”, e “Filhos do Vento”. Foi apresentadora do “Programa dos Programas”, comemoração dos 40 anos da RTP, realizado por Filipe La Féria e o documentário “Travelling”, da BBC de Londres.

SOFIA SÁ DA BANDEIRA
Nasceu em Lisboa, no final da primeira metade da década de 60. Frequentou o curso de Filosofia da Universidade Católica e terminou o curso de Formação de Actores da Escola Superior de Teatro e Cinema do Conservatório de Lisboa.

No cinema, participou em duas co-produções, “Alexis”, de Serge Roullet e “Baudelaire”, de J.P. Rawson. No teatro fez recentemente parte do elenco de “A Importância de ser Ernesto”, de Oscar Wilde, encenada por Filipe La Féria. Mas foi principalmente no pequeno écrã que conquistou a popularidade e reconhecimento do público, com as suas interpretações em diversos trabalhos, entre os quais “Claxon”, de Henrique Oliveira, “A Árvore”, de Bruno Cerveira”, “Polícias”, de Jorge Paixão da Costa ou “Refromado e Mal Pago”, série de 26 episódios, actualmente em exibição na RTP. No seu já longo percurso televisivo integrou os elencos de inúmeras telenovelas, tais como “Cinzas”, “Desencontros”, “Roseira Brava”, “Na Paz dos Anjos” ou “Filhos do Vento”, entre outras.

RAUL SOLNADO
Nasceu em Lisboa, em 1929. A sua carreira como actor começou no teatro amador, na Guilherme Cossul, em 1947. Durante a década de 50 afirmou-se como actor profissional, vindo a confirmar a sua extraordinária popularidade no início da década de 60, com os seus inesquecíveis monólogos, que ainda hoje se mantêm bem vivos na memória do público. Em 1969, com Fialho Gouveia e Carlos Cruz consegue, com o programa “ZipZip”, um dos mais memoráveis êxitos de sempre em televisão. Também na televisão iria estar, em 1977, na génese de outro enorme êxito, “A Visita da Cornélia”.

No teatro, em operetas, comédias, musicais e revistas, a sua carreira estende-se ao longo de três décadas de sucessos, que fizeram dele uma das maiores vedetas populares do nosso panorama artístico. Será difícil esquecer títulos como “A Guerra do Espanador”, de Neil Simon, por exemplo, entre tantos e tantos outros que subiram à cena no Parque Mayer, no Monumental e principalmente durante os anos áreos em que dirigiu o Teatro Villaret. Para além de Portugal, também no Brasil viu confirmada a sua popularidade, com vários programas de televisão.
No cinema, esteve ligado ao início do Cinema Novo, com a sua interpretação em “D. Roberto”, de José Ernesto de Sousa. Recorda-se a sua presença nalgumas comédias dos anos 50, entre elas “O Noivo das Caldas”, ou “O Tarzan do 5º Esquerdo”, mas foi sobretudo “A Balada da Praia dos Cães”, de José Fonseca e Costa, que veio confirmar o seu talento como actor dramático, tão longe do registo de comédia a que nos habituara.

Júri de Vídeo Não Profissional


CARLOS BRANDÃO LUCAS, realizador
CAMACHO COSTA, actor
AMÉLIA SOUSA TAVARES, directora do Media Desk - Portugal
ANTÓNIO CORREIA, técnico de desenho, cartografia e fotografia do Parque Natural da Serra da Estrela.

 

Júri da Juventude


(criado este ano)
ANA ROCHA, actriz de “Riscos”
FREDERICO CORADO, director da revista FIM
INÊS SANTOS, cantora, vencedora do Festival da Canção 1998
MIGUEL VALVERDE, membro da organização do Festival Internacional de Cinema do Algarve
PATRÍCIA RODRIGUES, dirigente do cine clube de Faro
CATARINA FURTADO, estudante finalista de Direito /Seia

 

Empresa Municipal de Cultura e Recreio Seia - Município de Seia - Ministério da Cultura - ICAM