A secção competitiva
do CineEco' 99 volta a reunir para cima de uma centena de obras
de cinema (16 e 35 milímetros) ou de vídeo, nacionais
ou estrangeiras, profissionais ou não, que têm como
temática preferencial a defesa do ambiente, num quadro internacional,
concorrendo à atribuição de vários prémios,
entre os quais uma Campânula de Ouro, no valor de 750.000
escudos. Várias obras nacionais e internacionais foram especialmente
convidadas a concorrer e a sua presença muito nos honra,
pois de certa a sua contribuição sublinha o reconhecimento
público, e internacional, deste Festival.
Entre a centena de obras,
de cinema e vídeo, profissional ou não profissional,
inscritas a concurso, contam-se obras particularmente importantes,
muitas delas triunfadores dos principais certames de cinema e audiovisual
de todo o mundo. Nesse aspecto, este V Festival Internacional de
Cinema e Vídeo de Ambiente de Seia / Serra da Estrela é,
seguramente, aquele que mais e melhor cinema e vídeo conseguiu
reunir até ao presente, bastando para o confirmar um rápido
relance sobre a relação das obras inscritas: DOCES
PODERES, de Lúcia Murat (Brasil, 1997), A OSTRA E O VENTO,
de Walter Lima Júnior (Brasil, 1997), STATE OF DOGS, de Peter
Brosens, Dorjkhandyn Turmunkh (Belgica / Mongólia, 1999),
LA VOZ DEL CORAZON, de Carlos Oteyza Scull (Venezuela, 1997), FINTAR
O DESTINO, de Fernando Vendrell (Portugal, Cabo Verde, 1997), JUST
TO BE A PART OF IT, de Bert & Geert Van Goethem (Bélgica,
1997), È SÓ UM MINUTO..., de Pedro Caldas (Portugal,
1999), LIVSHJULT (Circle of Life), de Lars Nilssen (Noruega, 1997),
MOJA DOMOVINA (O Meu País / My Country), de Milos Radovic
(Juguslávia, 1997), SIN SOSTEN, de René Castillo,
Antonio Urrutia (México), STELLEDIAMANTI, de Ricardo Lurati
(Suiça, 1999), THE OATH, de Tjebbo Penning (Holanda, 1997),
SENHOR JERÓNIMO, de Inês de Medeiros (Portugal),L’HOMME
À L’ECHARPE JAUNE, de W. Kempeneers (Bélgica),
HUMAN REMAINS, de Jay Rosenblatt (Dinamarca), BURRO-SEM-RABO, de
Sérgio Bloch (Brasil, 1997), ARCH’ANGE, de Laure Sainte-Rose
(França, 1997), POLIFONIAS – PACI É SALUTA,
MICHEL GIACOMETTI, de Pierre-Marie Goulet (Portugal/ França/
Bélgica), RITOS TRADICIONAIS, de Manuel Abreu (Portugal /
Moçambique,1999), BAZARUTO – PÉROLA DE ÍNDICO,
de Manuel Abreu (Portugal / Moçambique, 1999), MUHIPITI,
de Bento Pinto da França (Portugal / Moçambique,1997),
O MUNDO SUBMARINO DOS AÇORES – O PODER DO SOL E A MAGIA
DA NOITE, de José Augusto Carreiro (Portugal, 1995), ENTRADA
EM PALCO, de Pedro Caldas (Portugal, 1997), EXPEDITION ON NEMUNAS
RIVER, de Vaidas Lekavicius (Lituania, 1997), GENTE DE BEIRA MAR,
de Teresa Tomé (Portugal, 1997), AS LIGAÇÕES
MARÍTIMAS PASSAGEIROS FAIAL – PICO, de José
Augusto Carreiro (Portugal, 1997), O VULCÃO QUE VEIO DO MAR,
de Fernando Melo (Portugal, 1997), AGUDA E AS MARÉS, de Céu
Sá Pereira (Portugal, 1999), PEOPLE OF THE SEA, de Hugh Miles
(Inglaterra, 1997), SHADOWS UNDER THE SEA, de Andrea Cochetti (Itália,
1997), THE KINGDOM OF THE GIANT OCTOPUS, de Andrea Cochetti (Itália,
1997), SOCA – DER SMARAGDENE FLUSS (Soca - O Rio Esmeralda
/ Soca – The Emerald River), de Michael Schlamberger (Austria,
1997), LA LUMIÈRE C’EST NOUS – GARDES-PHARE AU
PORTUGAL, de (Alemanha; 1999), AT THE EDGE OF THE SEA, de (Inglaterra,
1997), INHACA – UMA VIAGEM DE ENCANTO, de Juma Idrisse, César
Ussufo (Moçambique, 1999), AS ILHAS DAS ILHAS, de António
Plácido (Portugal, 1999), GENTE DO PARAÍSO –
PRESERVANDO A SÓCIO-BIODIVERSIDADE, de Elizeu Ewald (Brasil,1997),
THE “LIVING” FOSSILS – THE WONDORONS STORY OF
SUBTROPICAL BIODIVERSITY, de Mitsuru Nishihara (Japão, 1997),
O AR VEM DO MAR, de Tv Cultura de São Paulo / Casa de Produção
e Video (Brasil, 1999), AZUL DA COR DO MAR, de Tv Cultura de São
Paulo / Sabesp (Brasil, 1999) LÁGRIMAS DA NATUREZA, de Helder
Sequeira (Portugal, 1999), A GRANDE VIAGEM, de Carlos Brandão
Lucas (Portugal, 1999), A CERCA DE HOMENS E TOIROS, de Thomas Boch
(Portugal / Alemanha, 1999) KEEP THE LIGHT ON, de Ann-Katrin Schaffner,Thierry
Dubost (Alemanha, 1997) MAHARADJAH BURGER, MAD COWS, de Thomas Balmés
(França, 1999) AS PALAVRAS DERRETEM-SE NA ÁGUA, de
Pedro Sena Nunes (Portugal) UMA MULHER POR AÍ, de Luis Pamplona
(Portugal), ANATOMIE DE TARZAN, de Alain d’Aix (Canada), O
AR VEM DO MAR, de Tv Cultura de São Paulo / Casa de Produção
e Video (Brasil, 1999), UMA CERVEJA NO INVERNO, de Catarina Ruivo
(Portugal), LOBO/WOLF, de Margarida Ferreira de Almeida (Portugal),
THALASSA: MINA MATA (França), THALASSA: NAUFRAGE EN EAUX
TROUBLES(França), FAUT PAS RÊVER: LA PIERRE DE LIPARI,
de Derri Berkani, Yvon Bodin (França), FAUT PAS RÊVER:
LAS RIZIERES DU CIEL, de Malek Sahraoui (França), FAUT PAS
RÊVER: NAUTILUS: LA MER EN PRISON (França), FAUT PAS
RÊVER: LES MARÉES NOIRES, Pascal Leonard (França),
TORÉSVONALAK 1 (Linhas De Fractura 1 – O Mais Difícil
Está Para Vir), de Pál Schiffer (Hungria, 1991-97),
TORÉSVONALAK 2 (Linhas De Fractura 2 – Conseguimos),
de Pál Schiffer (Hungria, 1991-97), VÀROSLAKÒV
(Pessoas Da Cidade / City People), de András Salamon (Hungria;
1999) WHERE NO BIRD EVEN FLIES, de Alajos Paulus (Hungria, 1997),
HAVETS LORDAGSKYLLING (Os Frangos-Assados Do Mar / The Broiler From
The Sea), de Soren Lindbjerg (Dinamarca, 1999), JAGUAR: YEAR OF
THE CAT, de Richard Foster, Carol Farneti Foster (E.U.A.; 1997),
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SANCTUARIES: KUYMA DANCE WITH CLOUDS, de Fabricio Feducy (México,
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UM CERTO AMARELO, de António Barreira Saraiva e Feliz Mil-Homens
(Portugal, 1999); ETHNISCHE IDYLLEN – SKIZZEN AUS EINEM NACHKRIESGSLAND
– KROATIEN 1995/96/97 (Idilios Étnicos – Sketches
De Um País Em Pós-Guerra – Croácia 1995/96/97)
de Christian Berger (Austria, 1999) ABSTICH, de Joachim Tschirner,
Burghard Drachsel (Alemanha, 1993-7)
Um dos grandes momentos do
Cine Eco’ 99 será certamente a apresentação
em Portugal da série “Spotlights on a Massacre”,
realizada por um conjunto de dez cineastas de todo o mundo sobre
o pesadelo das minas anti-pessoais espalhadas por terras que estiveram
em guerra. Mas outros títulos se revelam particularmente
interessantes.