CineEco 1999

V Festival Internacional de Cinema e Vídeo de Ambiente da Serra da Estrela

15 de Outubro a 24 de Outubro de 1999

Programa

Filmes Premiados

 

Para além das obras a concurso, muitas outras secções se anunciam, num programa de divulgação de cinema e dos temas propostos. Assim, no Cine Teatro de Seia, e no campo do cinema teremos alguns ciclos particularmente sugestivos:

Outras Terras, Outras Gentes, com obras provenientes de várias origens, sobretudo de cinematografias pouco conhecidas em Portugal, e com rara penetração fora das grandes cidades, são outra das apostas deste certame, que este ano irá apresentar Abril (Aprile), de Nanni Moretti (Itália, 1998), O Sabor da Cereja (Ta'm e Guilass), de Abbas Kiarostami (Irão, 1997), Central do Brasil, de Walter Salles (Brasil, 1998), Os Idiotas (Idioterne ou Dogma 95 – Idioterne), de Lars von Trier (Dinamarca, 1998), BUFFALO’ 66 (Buffalo '66), de Vincent Gallo (EUA, 1998), É Sempre a Mesma Cântiga (On connaît la Chanson), de Alain Resnais (França, 1997), Gato Preto, Gato Branco (Crna Macka, Beli Macor), de Emir Kusturica (França, Alemanha, Sérvia, 1998), ou Mãe e Filho (Mat i Syn), de Aleksandr Sokurov (Rússia, 1997).

Entre Dois Milénios é outro ciclo que ocupará algumas das sessões do Cine’ Eco 99, com filmes que antecipam a passagem do milénio: Matrix (The Matrix), de Andy Wachowski e Larry Wachowski (EUA, 199), O 5º Elemento (The 5th Element), de Luc Besson (França, 1997), Crash (Crash), de (1996), de David Cronenberg (Canadá, 1996), Estranhos Prazeres (Strange Days), de Kathryn Bigelow (EUA, 1995), Armagedão (Armageddon), de Michael Bay (EUA, 1998), EXistenZ (eXistenZ), de David Cronenberg (Canadá, EUA, 1999) ou A Vida em Directo (The Truman Show), de Peter Weir (EUA, 1998).

Também o cinema português não será esquecido, apresentando-se algumas das obras mais representativas dos últimos anos: Jaime, de António-Pedro Vasconcelos (Portugal, 1999), Zona J, de Leonel Vieira (Portugal, 1998), O Rio Do Ouro, de Paulo Rocha (Portugal, 1998) e Os Mutantes, de Teresa Villaverde (Portugal, 1998).

Ciclos sobre dois autores que os últimos anos revelaram, o italiano Roberto Begini e o norte americano Todd Haynes cumprem igualmente metas estabelecidas, revelando cineastas de uma importância indesmentível no quadro da cinematografia contemporânea. De Todd Haynes veremos Velvet Goldmine (EUA, 1998) ou Safe (EUA, 1995), enquanto de Begnini veremos a integralidade das suas realizações O Pequeno Diabo (Itália, 1988), Johnny Palito (Itália, 1991), A Vida é Bela (Itália, 1997) e O Monstro (Itália, 1994), e ainda Asterix e Obelix Contra César (Astérix et Obélix contre César), de Claude Zidi (França, 1999), com Roberto Benigni apenas como actor.

Loucuras da Meia Noite introduz uma nota dissonantes, para os apreciadores do fantástico, com uma selecção de filmes de terror e fantásticos a exibir nas sessões da meia noite: Vampiros de John Carpenter (Vampires ou John Carpenter's Vampires), de John Carpenter (EUA, 1998), Massacre no Texas (The Texas Chain Saw Massacre), de Tobe Hooper (EUA, 1974), O Insaciável (Ravenous), de António Bird (Inglaterra, 1999), Gritos 2 (Scream 2), de Wes Craven (EUA, 1997), Halloween H20 (Halloween H20: Twenty Years Later), de Steve Miner (EUA, 1998) ou Eram Tudo Bons Rapazes (Very Bad Things), de Peter Berg (EUA,1999).

Uma homenagem a Stanley Kubrick, no ano do seu desaparecimento, e duas evocações por altura das comemorações dos 100 anos de um realizador mítico, Alfred Hitchcock, e um actor lendário, Humphrey Bogart.

Filmes infantis, com muito e bom cinema de animação, como A Formiga Z (AntZ), de Eric Darnell, Lawrence Guterman e Tim Johnson (EUA, 1998); O Príncipe do Egipto (The Prince of Egypt), de Brenda Chapman, Steve Hickner e Simon Wells (EUA,1998); Mulan (Mulan), de Tony Bancroft e Barry Cook (EUA, 1998) Uma Vida de Insecto (A Bug's Life), de John Lasseter e Andrew Stanton (EUA, 1998) ou A Pequena Sereia (The Little Mermaid), de John Musker e Ron Clements (EUA, 1989), pretendem estabelecer uma das pontes mais significativas que o Cine Eco tem como referência desde o primeiro dia: captar a juventude para o cinema, sobretudo os jovens em idade escolar.

Cumpre-nos desde já agradecer o esforço e a preciosa colaboração de todos quantos ajudaram a erguer a presente edição deste Festival, esperando que a qualidade e o interesse das obras propostas à consideração do entusiástico público de Seia seja de molde a justificar o seu apoio.

 

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