Cinema
e Ecologia
Outra secção importante neste certame que se dedica
essencialmente à defesa do ambiente, é a que vai repescando
algumas obras estreadas no circuito comercial e que debatem aspectos
importantes da ecologia. Este ano foram exibidos AVES MIGRATÓRIAS
(Le Peuple migrateur), de Jacques Cluzaud, Michel Debats, Jacques
Perrin (França, 2001); OS ÚLTIMOS DIAS DO PARAÍSO
(Medicine Man ou The Last Days of Eden), de John Mc Tiemam (EUA, México,
1991); BARAKA (Baraka), de Ron Flicke (EUA, 1992); O URSO (L’Ours),
de Jean Jacques Annaud. (França, 1988); URGA, O ESPAÇO
SEM FIM (Urga ), de Nikita Mikhalkov (URSS, França, 1991);
DERZU USALA, A ÁGUIA DA ESTEPE (Dersu Uzala), de Akira Kurosawa
(URSS, Japão, 1975); ERA UMA VEZ A FLORESTA (Once Upon a Florest),
de Charles Grosvenor (EUA, 1961); animação; ERIN BROCKOVICH
(Erin Brockovich), de Steven Soderbergh (EUA, 2000) e MICROCOSMOS
(Microcosmos), de Claude Nuridsany, Marie Perennou (França,
1996).
Ciclo
“Realidade Virtual”
O Cinema divide-se nesta altura da sua história em duas correntes
que se digladiam ou se harmonizam consoante os casos. O Real e o Virtual
imperam, dominam, procuram criar predominância ou submeter a
parte contrária. Mas como sempre, ao longo de toda a história
do cinema, as novas tecnologias vão ser assimiladas, e as formas
mais clássicas vão sobreviver. Lance-se pois um olhar
sobre a “Realidade Virtual” no cinema, com base em diversos
títulos que permitem uma análise descomplexada. Veja-se
o novo riquismo de uns quantos títulos, preocupados essencialmente,
em “mostrar” e rentabilizar as novidades e veja-se como
nalguns outros casos a convivência se inicia sem conflito, antes
com proveito óbvio para as obras finais: FINAL FANTASY (Final
Fantasy: The Spirits Within ou Fainaru Fantaji), de Hironobu Sakaguchi,
Moto Sakakibara (EUA, Japão, 2001); AI – INTELIGÊNCIA
ARTIFICIAL (Artificial Intelligence: AI); de Steven Spielberg (EUA,
2001); PARQUE JURASSIC III (Jurassic Park III), de Joe Johnston (EUA,
2001); O REGRESSO DA MÚMIA (The Mummy Returns), de Stephen
Sommers (EUA, 2001); MATRIX (The Matrix), de Andy Wachowski e Larry
Wachowski (EUA, 199); HARRY POTTER E A PEDRA FILOSOFAL (Harry Potter
and the Sorcerer's Stone), de Chris Columbus (EUA, 2001), LARA CROFT:
TOMB RAIDER (Lara Croft: Tomb Raider), de Simon West (EUA, 2001) e
O HOMEM ARANHA (Spider Man), de Sam Raimi (EUA, 2002).
Ciclos
“Alejandro Amenábar” e “Julio Medem”
Dois realizadores espanhóis lograram atrair o olhar do mundo
neste ano de 2002. Um deles, Alejandro Amenábar, com “Os
Outros”, e Julio Medem com “Lúcia e o sexo”.
Aqui descobre-se toda a obra anterior destes dois jovens talentos
surgidos no país vizinho, e que se aprestam para disputar com
Pedro Almodóvar as honras do topo. De Júlio Medem vimos
VACAS (Espanha, 1991); LA ARDILLA ROJA (Espanha, 1993); TIERRA (Espanha,
1996); OS AMANTES DO CIRCULO POLAR (Espanha, 1998) e LUCIA E O SEXO
(Espanha, 2001).
De Amenábar apreciámos LUNA (Espanha, 1995); TESIS (Espanha,
1996); ABRE LOS OJOS (Espanha, 1997); OS OUTROS (Espanha, EUA, 2001)
e ainda uma obra norte americana retirada de um argumento seu, VANILLA
SKY, de Cameron Crowe (EUA, 2001).
Cinema
Português
O cinema português não foi obviamente esquecido, tendo
sido projectadas algumas longas metragens de ficção
recentemente estreadas em salas portugueses: O DELFIM, de Fernando
Lopes (Port. 2002); CLANDESTINO, de Abi Feijó (Portugal); VOU
PARA CASA (Je Rentre à la Maison), de Manoel de Oliveira (Portugal,
França, 2001); RASGANÇO, de Raquel Freire (Portugal,
2000) e O PORTO DA MINHA INFÂNCIA (O Porto da Minha Infância),
de Manoel de Oliveira (Portugal, França, 2002),.
O Fado
no Cinema
Ainda no campo do cinema português, foram seleccionados alguns
dos filmes que abordaram o fado. A “canção nacional”
não foi muito versada ao longo da história do cinema
nacional (e internacional também), mas houve ainda assim alguns
exemplos interessantes relembrados, assistindo á projecção
de A SEVERA, de Leitão de Barros (Portugal,1933), A CANÇÃO
DE LISBOA, de Cottinelli Telmo (Portugal, 1933), O COSTA DO CASTELO,
de Arthur Duarte (Portugal, 1943), CAPAS NEGRAS, de Armando Miranda
(Portugal, 1947), FADO, HISTÓRIA DE UMA CANTADEIRA, de Perdigão
Queiroga (Portugal, 1948), RIBATEJO, de Henrique Campos (Portugal,
1949), MADRAGOA, de Perdigão Queiroga (Portugal, 1951), LES
AMANTS DU TAGE (Os Amantes do Tejo), de Henri Verneuil (França,
1955), SANGUE TOUREIRO, de Augusto Fraga (Portugal, 1958), VERDES
ANOS, de Paulo Rocha (Portugal, 1963), FADO CORRIDO, de Jorge Brum
do Canto (Portugal, 1969), GEMEINSAM, de António Vittorino
de Almeida e Erika Pluhar (Austria, 1982) ou O FADO, de Jean-Pierre
Larcher (Portugal, 2001).
100 Anos
de Max Ophuls
Max Ophuls, um dos cineastas maiores da história do cinema,
e um dos que maior influência ainda exerce sobre tantos outros
realizadores, faria 100 anos se fosse vivo. Por isso, foi altura para
relembrar algumas das suas obras essenciais (com o apoio da editora
Costa do Castelo): LIEBELEI (Libelei), (Alemanha, 1932), YOSHIWARA
(Honra Japonesa), (França, 1937), WERTHER (O Romance de Werther),
(França, 1938), LETTER FROM AN UNKNOWN WOMAN (Carta de Uma
Desconhecida (Estados Unidos, 1948), CAUGHT (A Cilada da Ambição),
(Estados Unidos, 1949), LE PLAISIR (O Prazer), (França, 1952),
LOLA MONTES (Lola Montes), (França, 1955) e, finalmente, MADAME
DE... (Madame De...), (França, 1953).
Retrospectiva
John Carperter
Um dos grandes mestres actuais do terror e do fantástico é
certamente John Carpenter. O Cine Eco apresentou uma retrospectiva
que agrupou quase toda a sua obra: O NEVOEIRO (The Fog), VEIO DO OUTRO
MUNDO (The Thing), NOVA IORQUE, 1997 (Escape From New York), CHRISTINE,
O CARRO ASSASSINO (Christine), ELES VIVEM! (They Live), MEMÓRIAS
DO HOMEM INVISÍVEL (Memoirs of An Invisible Man), A CIDADE
DOS MALDITOS (Village of The Damned), A BIBLIA DE SATANÁS (In
The Mouth of Madness), FUGA DE LOS ANGELES (Escape From L.A.), VAMPIROS
(Vampires) e FANTASMAS DE MARTE (Ghosts of Mars).
Série
“O Planeta dos Macacos”
O romance de Pierre Boyle, “O Planeta dos Macacos” é
dos clássicos da literatura fantástica e de ficção
científica. A inquietante metáfora foi adaptada de forma
brilhante por Franklin J. Schaffner, em 1968, com um sucesso tal que
justificou várias sequelas. Em 2001, Tim Burton voltou ao tema.
Tudo sobre esta série esteve disponível no Cine Eco
2002, numa altura em que as trágicas previsões de Boyle
voltam de novo e contem uma acrescida plausibilidade. Vimos assim:
O PLANETA DOS MACACOS (Planet of the Apes), de Tim Burton (EUA, 2001):
O HOMEM QUE VEIO DO FUTURO (Planet of the Apes), de Franklin J. Schaffner
(EUA, 1968); O SEGREDO DO PLANETA DOS MACACOS (Beneath the Planet
of the Apes), de Ted Post (EUA, 1970); FUGA DO PLANETA DOS MACACOS
(Escape from the Planet of the Apes), de Don Taylor (EUA, 1971); A
CONQUISTA DO PLANETA DOS MACACOS (Conquest of the Planet of the Apes),
de J. Lee Thompson (EUA, 1972); BATALHA PELO PLANETA DOS MACACOS (Battle
for the Planet of the Apes), de J. Lee Thompson (EUA, 1973); e ainda
o documentário sobre a série BEHIND THE PLANET OF THE
APES.
Cinema
para crianças
Como todos os anos, o Cine Eco procura dar uma atenção
muito especial às crianças, apresentando um conjunto
de obras que lhe são especialmente dedicadas. No campo do cinema
de animação, podemos ver vários títulos
de agrado seguro entre os estreados nas salas de cinema nacionais
muito recentemente: MONSTROS E COMPANHIA (Monsters, Inc.), de Peter
Docter, David Silverman, Lee Unkrich (EUA, 2001); A IDADE DO GELO
(Ice Age), de Carlos Saldanha, Chris Wedge (EUA, 2002); O PEQUENO
STUART LITTLE,2 (Stuart Little 2), de Rob Minkoff (EUA, 2002); PETER
PAN NA TERRA DO NUNCA (Return to Never Land), de Robin Budd e Donovan
Cook (EUA, 2002) e ESPÍRITO SELVAGEM (Spirit: Stallion of the
Cimarron), de Kelly Asbury, Lorna Cook (EUA, 2002).
Houve ainda um ciclo dedicado igualmente a animação,
onde foram apresentados alguns dos mais célebres “Contos
Infantis”, como PETER PAN, PINÓQUIO, BRANCA DE NEVE E
OS 7 ANÕES, A BELA ADORMECIDA, ALICE NO PAÍS DAS FADAS,
A BELA E O MONSTRO, O REI LEÃO, O LIVRO DA SELVA ou A GATA
BORRALHEIRA.
Por outro lado nunca será demais recordar um dos maiores cineastas
de sempre e um dos que melhor soube agradar a todos os públicos,
Charlie Chaplin, com a personagem de Charlot. Dele se pode relembrar
obras como algumas CURTAS METRAGENS de inicio de carreira, e ainda
A QUIMERA DO OURO, OPINIÃO PÙBLICA, TEMPOS MODERNOS,
LUZES DA CIDADE, O CIRCO, O GAROTO DE CHARLOT, CHARLOT NAS TRINCHEIRAS,
UM REI EM NOVA IORQUE ou O BARBA AZUL.