CineEco 2002

VIII Festival Internacional de Cinema e Vídeo de Ambiente da Serra da Estrela

11 de Outubro a 20 de Outubro de 2002

Programa

Filmes Premiados Imprensa

 

Secções Paralelas:

Outras Terras, Outras Gentes
A secção Outras Terras, Outras Gentes, pretende mostrar um cinema alternativo, de origem não muito difundido no nosso país. São filmes de filmografias pouco representadas nos grandes circuitos, ou algumas consideradas independentes de países dominados pela grande indústria. Esta é uma oportunidade única para se ver bom cinema de França, Inglaterra, Dinamarca, Irão, Espanha, Índia, Tailândia, Bósnia, Herzegovinia, Itália, Bélgica, Argentina, Irão ou mesmos dos EUA. Estão neste caso O FABULOSO DESTINO DE AMÉLIE (Le Fabuleux Destin d'Amélie Poulain), Jean-Pierre Jeunet (França, Alemanha, 2001); MOULIN ROUGE! (Moulin Rouge!), de Baz Luhrmann (EUA, Auatrália, 2001); CASAMENTO DEBAIXO DE CHUVA (Monsoon Wedding), de Mira Nair (União Indiana, 2001); FALA COM ELA (Hable con ella), de Pedro Almodóvar (Espanha,2002); O FILHO DA NOIVA (El Hijo de la novia), de Juan José Campanella (Argentina, 2001); ITALIANOS PARA PRINCIPIANTES (Italiensk for begyndere), de Lone Scherfig (Dinamarca, 2000); GOSFORD PARK (Gosford Park), de Robert Altman (EUA, Inglaterra, 2001); KANDAHAR (Kandahar ou Safar e Ghandehar), de Mohsen Makhmalbaf (Irão, França, 2001); AS LÁGRIMAS DO TIGRE NEGRO (“Fa Talai Jone” ou “Tears of the Black Tiger”), de Wisit Sartsanatieng (Tailândia, 2000); A MULHER FALTAL (La Femme Fatale), de Brian De Palma (EUA, França, 2002); ou TERRA DE NINGUÉM (No Man's Land), de Danis Tanovic (Bósnia, Herzegovinia, França, Itália, Bélgica e Inglaterra, 2001).

 

 

Cinema e Ecologia
Outra secção importante neste certame que se dedica essencialmente à defesa do ambiente, é a que vai repescando algumas obras estreadas no circuito comercial e que debatem aspectos importantes da ecologia. Este ano foram exibidos AVES MIGRATÓRIAS (Le Peuple migrateur), de Jacques Cluzaud, Michel Debats, Jacques Perrin (França, 2001); OS ÚLTIMOS DIAS DO PARAÍSO (Medicine Man ou The Last Days of Eden), de John Mc Tiemam (EUA, México, 1991); BARAKA (Baraka), de Ron Flicke (EUA, 1992); O URSO (L’Ours), de Jean Jacques Annaud. (França, 1988); URGA, O ESPAÇO SEM FIM (Urga ), de Nikita Mikhalkov (URSS, França, 1991); DERZU USALA, A ÁGUIA DA ESTEPE (Dersu Uzala), de Akira Kurosawa (URSS, Japão, 1975); ERA UMA VEZ A FLORESTA (Once Upon a Florest), de Charles Grosvenor (EUA, 1961); animação; ERIN BROCKOVICH (Erin Brockovich), de Steven Soderbergh (EUA, 2000) e MICROCOSMOS (Microcosmos), de Claude Nuridsany, Marie Perennou (França, 1996).

Ciclo “Realidade Virtual”
O Cinema divide-se nesta altura da sua história em duas correntes que se digladiam ou se harmonizam consoante os casos. O Real e o Virtual imperam, dominam, procuram criar predominância ou submeter a parte contrária. Mas como sempre, ao longo de toda a história do cinema, as novas tecnologias vão ser assimiladas, e as formas mais clássicas vão sobreviver. Lance-se pois um olhar sobre a “Realidade Virtual” no cinema, com base em diversos títulos que permitem uma análise descomplexada. Veja-se o novo riquismo de uns quantos títulos, preocupados essencialmente, em “mostrar” e rentabilizar as novidades e veja-se como nalguns outros casos a convivência se inicia sem conflito, antes com proveito óbvio para as obras finais: FINAL FANTASY (Final Fantasy: The Spirits Within ou Fainaru Fantaji), de Hironobu Sakaguchi, Moto Sakakibara (EUA, Japão, 2001); AI – INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL (Artificial Intelligence: AI); de Steven Spielberg (EUA, 2001); PARQUE JURASSIC III (Jurassic Park III), de Joe Johnston (EUA, 2001); O REGRESSO DA MÚMIA (The Mummy Returns), de Stephen Sommers (EUA, 2001); MATRIX (The Matrix), de Andy Wachowski e Larry Wachowski (EUA, 199); HARRY POTTER E A PEDRA FILOSOFAL (Harry Potter and the Sorcerer's Stone), de Chris Columbus (EUA, 2001), LARA CROFT: TOMB RAIDER (Lara Croft: Tomb Raider), de Simon West (EUA, 2001) e O HOMEM ARANHA (Spider Man), de Sam Raimi (EUA, 2002).

Ciclos “Alejandro Amenábar” e “Julio Medem”
Dois realizadores espanhóis lograram atrair o olhar do mundo neste ano de 2002. Um deles, Alejandro Amenábar, com “Os Outros”, e Julio Medem com “Lúcia e o sexo”. Aqui descobre-se toda a obra anterior destes dois jovens talentos surgidos no país vizinho, e que se aprestam para disputar com Pedro Almodóvar as honras do topo. De Júlio Medem vimos VACAS (Espanha, 1991); LA ARDILLA ROJA (Espanha, 1993); TIERRA (Espanha, 1996); OS AMANTES DO CIRCULO POLAR (Espanha, 1998) e LUCIA E O SEXO (Espanha, 2001).
De Amenábar apreciámos LUNA (Espanha, 1995); TESIS (Espanha, 1996); ABRE LOS OJOS (Espanha, 1997); OS OUTROS (Espanha, EUA, 2001) e ainda uma obra norte americana retirada de um argumento seu, VANILLA SKY, de Cameron Crowe (EUA, 2001).

Cinema Português
O cinema português não foi obviamente esquecido, tendo sido projectadas algumas longas metragens de ficção recentemente estreadas em salas portugueses: O DELFIM, de Fernando Lopes (Port. 2002); CLANDESTINO, de Abi Feijó (Portugal); VOU PARA CASA (Je Rentre à la Maison), de Manoel de Oliveira (Portugal, França, 2001); RASGANÇO, de Raquel Freire (Portugal, 2000) e O PORTO DA MINHA INFÂNCIA (O Porto da Minha Infância), de Manoel de Oliveira (Portugal, França, 2002),.

O Fado no Cinema
Ainda no campo do cinema português, foram seleccionados alguns dos filmes que abordaram o fado. A “canção nacional” não foi muito versada ao longo da história do cinema nacional (e internacional também), mas houve ainda assim alguns exemplos interessantes relembrados, assistindo á projecção de A SEVERA, de Leitão de Barros (Portugal,1933), A CANÇÃO DE LISBOA, de Cottinelli Telmo (Portugal, 1933), O COSTA DO CASTELO, de Arthur Duarte (Portugal, 1943), CAPAS NEGRAS, de Armando Miranda (Portugal, 1947), FADO, HISTÓRIA DE UMA CANTADEIRA, de Perdigão Queiroga (Portugal, 1948), RIBATEJO, de Henrique Campos (Portugal, 1949), MADRAGOA, de Perdigão Queiroga (Portugal, 1951), LES AMANTS DU TAGE (Os Amantes do Tejo), de Henri Verneuil (França, 1955), SANGUE TOUREIRO, de Augusto Fraga (Portugal, 1958), VERDES ANOS, de Paulo Rocha (Portugal, 1963), FADO CORRIDO, de Jorge Brum do Canto (Portugal, 1969), GEMEINSAM, de António Vittorino de Almeida e Erika Pluhar (Austria, 1982) ou O FADO, de Jean-Pierre Larcher (Portugal, 2001).

100 Anos de Max Ophuls
Max Ophuls, um dos cineastas maiores da história do cinema, e um dos que maior influência ainda exerce sobre tantos outros realizadores, faria 100 anos se fosse vivo. Por isso, foi altura para relembrar algumas das suas obras essenciais (com o apoio da editora Costa do Castelo): LIEBELEI (Libelei), (Alemanha, 1932), YOSHIWARA (Honra Japonesa), (França, 1937), WERTHER (O Romance de Werther), (França, 1938), LETTER FROM AN UNKNOWN WOMAN (Carta de Uma Desconhecida (Estados Unidos, 1948), CAUGHT (A Cilada da Ambição), (Estados Unidos, 1949), LE PLAISIR (O Prazer), (França, 1952), LOLA MONTES (Lola Montes), (França, 1955) e, finalmente, MADAME DE... (Madame De...), (França, 1953).

Retrospectiva John Carperter
Um dos grandes mestres actuais do terror e do fantástico é certamente John Carpenter. O Cine Eco apresentou uma retrospectiva que agrupou quase toda a sua obra: O NEVOEIRO (The Fog), VEIO DO OUTRO MUNDO (The Thing), NOVA IORQUE, 1997 (Escape From New York), CHRISTINE, O CARRO ASSASSINO (Christine), ELES VIVEM! (They Live), MEMÓRIAS DO HOMEM INVISÍVEL (Memoirs of An Invisible Man), A CIDADE DOS MALDITOS (Village of The Damned), A BIBLIA DE SATANÁS (In The Mouth of Madness), FUGA DE LOS ANGELES (Escape From L.A.), VAMPIROS (Vampires) e FANTASMAS DE MARTE (Ghosts of Mars).

Série “O Planeta dos Macacos”
O romance de Pierre Boyle, “O Planeta dos Macacos” é dos clássicos da literatura fantástica e de ficção científica. A inquietante metáfora foi adaptada de forma brilhante por Franklin J. Schaffner, em 1968, com um sucesso tal que justificou várias sequelas. Em 2001, Tim Burton voltou ao tema. Tudo sobre esta série esteve disponível no Cine Eco 2002, numa altura em que as trágicas previsões de Boyle voltam de novo e contem uma acrescida plausibilidade. Vimos assim: O PLANETA DOS MACACOS (Planet of the Apes), de Tim Burton (EUA, 2001): O HOMEM QUE VEIO DO FUTURO (Planet of the Apes), de Franklin J. Schaffner (EUA, 1968); O SEGREDO DO PLANETA DOS MACACOS (Beneath the Planet of the Apes), de Ted Post (EUA, 1970); FUGA DO PLANETA DOS MACACOS (Escape from the Planet of the Apes), de Don Taylor (EUA, 1971); A CONQUISTA DO PLANETA DOS MACACOS (Conquest of the Planet of the Apes), de J. Lee Thompson (EUA, 1972); BATALHA PELO PLANETA DOS MACACOS (Battle for the Planet of the Apes), de J. Lee Thompson (EUA, 1973); e ainda o documentário sobre a série BEHIND THE PLANET OF THE APES.

Cinema para crianças
Como todos os anos, o Cine Eco procura dar uma atenção muito especial às crianças, apresentando um conjunto de obras que lhe são especialmente dedicadas. No campo do cinema de animação, podemos ver vários títulos de agrado seguro entre os estreados nas salas de cinema nacionais muito recentemente: MONSTROS E COMPANHIA (Monsters, Inc.), de Peter Docter, David Silverman, Lee Unkrich (EUA, 2001); A IDADE DO GELO (Ice Age), de Carlos Saldanha, Chris Wedge (EUA, 2002); O PEQUENO STUART LITTLE,2 (Stuart Little 2), de Rob Minkoff (EUA, 2002); PETER PAN NA TERRA DO NUNCA (Return to Never Land), de Robin Budd e Donovan Cook (EUA, 2002) e ESPÍRITO SELVAGEM (Spirit: Stallion of the Cimarron), de Kelly Asbury, Lorna Cook (EUA, 2002).
Houve ainda um ciclo dedicado igualmente a animação, onde foram apresentados alguns dos mais célebres “Contos Infantis”, como PETER PAN, PINÓQUIO, BRANCA DE NEVE E OS 7 ANÕES, A BELA ADORMECIDA, ALICE NO PAÍS DAS FADAS, A BELA E O MONSTRO, O REI LEÃO, O LIVRO DA SELVA ou A GATA BORRALHEIRA.
Por outro lado nunca será demais recordar um dos maiores cineastas de sempre e um dos que melhor soube agradar a todos os públicos, Charlie Chaplin, com a personagem de Charlot. Dele se pode relembrar obras como algumas CURTAS METRAGENS de inicio de carreira, e ainda A QUIMERA DO OURO, OPINIÃO PÙBLICA, TEMPOS MODERNOS, LUZES DA CIDADE, O CIRCO, O GAROTO DE CHARLOT, CHARLOT NAS TRINCHEIRAS, UM REI EM NOVA IORQUE ou O BARBA AZUL.

 

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