CineEco 2003

IX Festival Internacional de Cinema e Vídeo de Ambiente da Serra da Estrela

10 de Outubro a 19 de Outubro de 2003

Programa

Filmes Premiados

 

Secções Paralelas:

Outras Terras, Outras Gentes
Mantendo uma tradição que data da sua primeira edição, o “Cine Eco” que decorreu em Seia de 10 a 19 de Outubro, apresentou uma secção paralela, “Outras Terras, Outras Gentes”, que pretendeu mostrar um cinema alternativo, de origem não muito difundido no nosso país. Falamos de filmes de filmografias pouco representadas nos grandes circuitos, ou algumas consideradas independentes de países dominados pela grande indústria. Ou, mesmo, num caso ou noutro, obras representativas da grande indústria, mas que pela sua qualidade e interesse, sobressaem e merecem ser por isso sublinhadas. Esta é uma oportunidade única para se ver bom cinema de França, Inglaterra, Irão, Espanha, México, Brasil, Coreia do Sul, Polónia, ou mesmos dos EUA. Estão neste caso “O Crime do Padre Amaro”, de Carlos Carrera (México), “A Residência Espanhola”, de Cédric Klapisch (França), “O Pianista”, de Roman Polanski (Inglaterra, França, Alemanha, Polónia, Holanda), “Irreversível”, de Gaspar Noé (França), “Dez”, de Abbas Kiarostami (Irão), “Cidade de Deus”, de Fernando Meirelles (Brasil), “Bowling for Columbine”, de Michael Moore (EUA), “Frida”, de Julie Taymor (México, EUA), “Embriagado de Mulheres e de Pintura2, de Im Kwon-taek (Coreia do Sul), “Dolls”, de Takeshi Kitano (Japão), “Longe do Paraíso”, de Todd Haynes (EUA), “Chicago”, de Rob Marshall (EUA), “A Última Hora”, de Spike Lee (EUA), “Para a Minha Irmã”, de Catherine Breillat (França) ou “As Horas”, de Stephen Daldry (EUA).

Cinema Português
O cinema português não foi obviamente esquecido, tendo sido projectadas algumas longas metragens de ficção recentemente estreadas em salas portugueses: “A Passagem da Noite”, Luís Filipe Rocha, “A Mulher Que Acreditava Ser Presidente dos EUA”, João Botelho, “Vai e Vem”, João César Monteiro, sendo ainda apresentadas a concurso as longas metragens “O Gotejar da Luz”, de Fernando Vendrel, “Nha Fala”, de Flora Gomes (co-produção com a Guine Bissau), “O Rapaz do Trapézio Voador”, de Fernando Matos Silva, para lá de um número muito significativo de curtas, médias e longas metragens documentais.

Aventura e Fantasia
Essencialmente para o público jovem, mas não só, foram ainda exibidas algumas obras de “Aventura e Fantasia”, que assinalam alguns dos bons momentos do cinema espectáculo da última temporada, como “Harry Potter e a Câmara dos Segredos”, de Chris Columbus, “O Senhor dos Anéis: As Duas Torres”, de Peter Jackson, “The Matrix Reloaded”, de Andy e Larry Wachowski, e “Hulk”, de Ang Lee. Procurou-se deste modo, e enquanto festival de cinema, com preocupações culturais e pedagógicas, captar um cada vez maior número de jovens para o cinema e para o cinema, que sendo popular e de grandes massas, não deixa de constituir um exemplo de bom cinema e de novas pesquisas na área do cinema espectáculo.

Uma Cidade no Cinema: Coimbra
Coimbra foi neste ano “Capital Cultural de Portugal”. Por isso se achou por bem organizar um pequeno tributo a esta cidade, apresentando algumas obras, total ou parcialmente ambientadas nesta capital estudantil. Não sendo, estranhamente, uma cidade que tenha contribuído muito para a história da cinematografia portuguesa, nela se rodaram algumas películas interessantes, como “Capas Negras”, de Armando Miranda, “Amor de Perdição”, de António Lopes Ribeiro, “Camões” e “Inês de Castro”, ambas de Leitão de Barros, “Inês de Portugal”, de José Carlos de Oliveira, ou o recente “Rasganço”, de Raquel Freire.

Recordar Camacho Costa, Homenagear Raúl Solnado
Camacho Costa foi um dos grandes amigos do “Cine Eco”, onde ficará perpetuado com um prémio com o seu nome. Neste ano que o viu desaparecer tão precocemente do nosso convívio foi organizada uma pequena retrospectiva de trabalhos seus no cinema e na televisão que integra “O Ilheu de Contenda”, “Cães Sem Coleira”, “Telefona-Me!”, “Manhã Submersa”, “O Testamento do Senhor Napomuseno” ou “Os Malucos do Riso”.
Por outro lado, um dos maiores actores portugueses de sempre, e igualmente um homem que dedicou grande parte da sua vida ao humor, Raúl Solnado, completa 50 anos de carreira e é também ele objecto de uma homenagem mais do que merecida. Vimo-lo em Seia no espectáculo “ – Histórias da História do Teatro” e ainda em várias obras por si interpretadas: Raul Solnado (documentário), “Conto de Natal”, “Dom Roberto”, “Baton”, “Há Petróleo no Beato” e “Vamos Contar Mentiras”.

Cinema para crianças
À semelhança de anteriores edições deste certame, o “Cine Eco” procurou dar uma atenção muito especial às crianças, apresentando um conjunto de obras que lhe são especialmente dedicadas. No campo do cinema de animação, este ano foram exibidos filmes com estreia ainda recente: “A Bela e o Monstro”, “A Viagem de Chihiro”, “A Floresta Mágica”, “Sinbad: A Lenda dos Sete Mares” ou “O Livro da Selva 2”.
Houve ainda um ciclo dedicado igualmente a animação, onde foram apresentados alguns dos mais célebres “Contos Infantis”, como “Peter Pan e a Terra do Nunca”, “Fantasia”, “Fantasia 2000”, “A Espada Era a Lei”, “Branca de Neve e os 7 Anões”, “Dumbo”, “O Rei Leão”, ““O Mundo Mágico de Belle” ou “A Bela Adormecida”.
Por outro lado nunca será demais recordar alguns dos maiores dos maiores actores cómicos de sempre. Depois de no ano passado se ter recordado Charlie Chaplin, coube a vez à dupla Bucha e Estica de que se apresentaram várias das suas curtas metragens.

A Guerra no Cinema
Numa altura em que a guerra ameaça a paz internacional e se manifesta de forma trágica em tantas regiões do globo, constituindo um dos mais dramáticos pesadelos da Humanidade, e também, do meio ambiente, recordararam-se alguns dos maiores clássicos do cinema, que ao tema se dedicaram. Assm, vimos “O Inferno na Terra”, “O Dia Mais Longo”, “Horizontes de Glória”, “A Grande Ilusão”, “A Grande Evasão”, “Tora! Tora! Tora!“, “Feliz Natal, Mr. Lawrence”, “Artigo 22”, “Mash”, “Bom Dia, Vietname”, “Apocalipse Now – Redux”, “Caminho Para a Guerra”, “Patton”, “Jardins de Pedra”, “Corações de Aço” “Platoon” ou “Cercados”.

Clássicos de Terror da Universal
Para o público que aprecia emoções fortes mas não deixa de gostar de bom cinema foi reservado um ciclo muito especial: O Terror da Universal, notabilizado nos anos 30, com alguns dos mais fascinantes títulos, como “Drácula”, “Frankenstein”, “A Múmia”, “A Noiva de Frankenstein”, “O Homem Invisível, “O Homem Lobo”, prolongados nas décadas seguintes com “O Monstro da Lagoa Negra” ou “O Fantasma da Ópera”.

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