OUTRAS TERRAS, OUTRAS GENTES
Mantendo uma tradição que vem desde a sua primeira edição,
o “Cine Eco” apresenta uma secção paralela,
“Outras Terras, Outras Gentes”, que pretende difundir
um cinema alternativo, de origem não muito habitual no nosso
país.
Este ano a selecção incidiu sobre BOM DIA, NOITE (Buongiorno,
Notte), de Marco Bellocchio (Itália), DIÁRIOS DE CHE
GUEVARA (The Motorcycle Diaries), de Walter Salles (Brasil); TERRA
DA ABUNDÂNCIA (Land of Plenty), de Wim Wenders (Alemanha, EUA);
MARIA CHEIA DE GRAÇA (Maria Full of Grace), de Joshua Marston
(Colômbia, EUA), MAR ADENTRO (The Sea Incide), de Alejandro
Amenábar (Espanha) e UM LONGO DOMINGO DE NOIVADO (Un Long Dimanche
de Fiançailles), de Jean-Pierre Jeunet (França).
RESGATADOS
Também alguns títulos de obras de produção
norte-americana foram “resgatados” para uma exibição
em Seia, ou uma re-apresentação. Obras na sua maioria
de autor, representativas de uma produção de grandes
estúdios, como são o caso de CHARLIE E A FÁBRICA
DE CHOCOLATE (Charlie And The Chocolate Factory), de Tim Burton, O
FANTASMA DA ÓPERA (The Phantom of the Opera), de Joel Schumacher,
GUERRA DOS MUNDOS (War of the Worlds), de Steven Spielberg, ALEXANDRE,
O GRANDE (Alexander), de Oliver Stone, REINO DOS CÉUS (Kingdom
of Heaven), de Ridley Scott ou À PROCURA DA TERRA DO NUNCA
(Finding Neverland), de Marc Forster. Europeu, mas na mesma linha
de ideia, está A QUEDA: HITLER E O FIM DO TERCEIRO REICH (Downfall),
de Oliver Hirschbiege.
CICLO M. NIGHT SHYAMALAN
De um autor em particular destaque nos últimos anos, o Cine
Eco 2005 organiza uma retrospectiva quase integral, apresentando os
seus filmes de culto, O SEXTO SENTIDO, O PROTEGIDO, SINAIS e A VILA,
mas acrescentando um título inédito em Portugal, uma
obra de início de carreira, WIDE AWAKE (1998). Um revelação
que permite um olhar aprofundado sobre um cineasta a ter em conta.
DA BD AO CINEMA
Nos últimos anos, a indústria cinematográfica,
sobretudo a norte-americana, tem tido como prática corrente
a adaptação ao grande ecrã de aventuras de diversos
heróis que têm como ponto de partida os “comics
books” ou banda desenhada. Praticamente todas as grandes personagens
da BD made in USA já foram passadas a cinema. Esta vaga de
fundo, que cresce com as imensas possibilidades oferecidas pelas novas
tecnologias, acaba por reflectir uma contaminação de
linguagens que torna fascinante e estimulante este jogo.
Para verificar prós e contras, aqui se organiza um ciclo que
reúne algumas das obras recentes mais significativas: HULK
(Hulk), de Ang Lee, BATMAN, O INICIO (Batman Begins), de Christopher
Nolan; BLADE 2 (Blade 2), de Gulhermo del Toro; SIN CITY - A CIDADE
DO PECADO (Sin City), de Frank Miller e Robert Rodríguez; X-MEN
(X-Men), de Brian Singer ou IMORTAL (Immortel (ad vitam), de Enki
Bilal.
CINEMA PORTUGUÊS
O cinema português não foi obviamente esquecido, como
sempre acontece, sendo projectadas duas das melhores longas-metragens
de ficção recentemente estreadas em salas portugueses,
para lá de um número muito significativo de curtas e
médias e metragens documentais. As longasmetragens serão
NOITE ESCURA, de João Canijo e A COSTA DOS MURMÚRIOS,
de Margarida Cardoso.
CINEMA BRASILEIRO CONTEMPORÂNEO
No festival de Goiás, na sua edição de Maio de
2005, o Cine Eco organizou e apresentou no Brasil um ciclo sobre cinema
português, subordinado ao tema ”Visões da Juventude
no Cinema Português Contemporâneo.” Cabe agora a
vez ao cinema contemporâneo brasileiro ser apresentado em Seia,
com uma panorâmica que agrupa alguns dos filmes mais importantes
dos últimos anos e também com panorama do audiovisual
goiano, este último enviado directamente pelo FICA. Entre as
longas-metragens de ficção e documentas contam-se BRAVA
GENTE, BRASILEIRA, Lúcia Murat; A CIDADE DOS HOMENS, de A CARTOMANTE,
de Pedro Utanga e Wagner de Assis; CENTRAL DO BRASIL, de Walter Salles,
DEUS É BRASILEIRO, de Carlos Diegues; ABRIL DESPEDAÇADO,
de Walter Salles, O INVASOR, de Beto Brant; DESMUNDO, de Alain Fresnot;
GLAUBER, O FILME, LABIRINTO DO BRASIL, de Sílvio Tendler; ORFEU,
de Carlos Diegues; O OUTRO LADO DA RUA, de Marcus Bernstein; O HOMEM
QUE COPIAVA, de Jorge Furtado; LISBELA E O PRISIONEIRO, de Guel Araes;
MEMÓRIAS PÓSTUMAS, de André Klottzef e VILLA
LOBOS, UMA VIDA DE PAIXÃO, de Zelito Viana. A estas obras deverá
ainda acrescentar-se um PANORAMA DE CINEMA E VÍDEO GOIANO,
onde serão apresentados vários títulos dos mais
significativos da produção do Estado de Goiás,
numa colaboração com o FICA, que muito agradecemos:
A LENDA DA ÁRVORE SAGRADA, de Eládio Sá Teles,
ALTERNATIVAS, de Dustan Oeven, BARRADOS E CONDENADOS, de Adrian Cowel,
CÉSIO, 137, O BRILHO DA MORTE, de Luis Eduardo Jorge, MINHA
VIDA, MINHA CÂMERA, de Lisa França, A VIDA NÃO
VIVE, de Amarildo Pessoa e Kátia Jacarandá, ICOLOGIA,
de Ângelo Lima e AS CIDADELAS INVISÍVEIS, de Lourival
Belém.
SÓ ANIMAÇÃO
Como tem acontecido em todas as anteriores edições deste
certame, o “Cine Eco” procura dar uma atenção
muito especial às crianças, apresentando um conjunto
de obras que lhe são especialmente dedicadas. No campo do cinema
de animação, poderemos ver vários títulos
de agrado seguro entre os estreados nas salas de cinema nacionais
muito recentemente: MADAGÁSCAR, de Eric Darnell; BELLEVILLE
RENDEZ-VOUS (Les Triplettes de Belleville), de Sylvain Chomet ; O
GANG DOS TUBARÕES (Shark Tale), de Bibo Bergeron e Vicky Jenson;
SONHO DE UMA NOITE DE SÃO JOÃO (El Sueño de una
noche de San Juan), de Ángel de la Cruz e Manolo Gómez
CENTENÁRIO DE
JULES VERNE
O mundo fantástico do mago da aventura e da antecipação
científica comemora agora um centenário sobre a morte
do seu autor, o francês Jules Verne. Dele veremos uma biografia,
JULES VERNE – LES VOYAGES DE JULES VERNE, de Pierre Tridivic,
e algumas adaptações de clássicos como A VOLTA
AO MUNDO EM 80 DIAS (Around the World in 80 Days), realizadas por
Michael Anderson, Buzz Kiulic (esta para televisão) ou Frank
Caraci, para lá da sempre recordada versão de 20000
LÉGUAS SUBMARINAS (20000 Leagues Under the Sea), de Richard
Fleischer, e ainda de uma excelente A ILHA MISTERIOSA (Mysterous Island),
de Cy Endffield ou de A VIAGEM AO CENTRO DA TERRA, de Um regalo para
os olhos e a imaginação.
CENTENÁRIO J.M.BARRIE
E “PETER PAN”
À PROCURA DA TERRA DO NUNCA (Finding Neverland), de Marc Forster,
veio recordar a figura de J. M. Barrie, escritor e autor do muito
celebrado “Peter Pan”, cujo centenário da criação
passou não há muito. Altura para rever o filme que recupera
a personalidade do escritor e ainda algumas versões da sua
personagem de eleição: em animação, AS
AVENTURAS DE PETER PAN (Peter Pan), de Clyde Geronimi, Wilfred Jackson,
Hamilton Luske, PETER PAN NA TERRA DO NUNCA (Return to Never Land),
de Robin Budd e Donovan Cook, ou em imagem real, HOOK, de Steven Spielberg,
e PETER PAN, de P.J. Hogan.
CENTENÁRIO DE
HANS CHRISTIAN ANDERSEN
Outro centenário, este bicentenário, é o de Hans
Christian Andersen, autor de alguns dos mais conhecidos e admirados
contos para crianças e adultos. Uma antologia de adaptações
para cinema de animação será apresentada, com
versões de trinta contos, entre os quais O PATINHO FEIO, O
ANCIÃO, O JARDINEIRO E O SENHOR, SOPA DE SALSICHA e COMPANHEIRO
DE VIAGEM, A PEQUENA SEREIA, É ABSOLUTAMENTE CERTO e OLAVINHO
FECHA-OS-OLHOS, O SOLDADINHO DE CHUMBO, PEDRO E O TAMBOR e O PROFESSOR
E A PULGA, e muitas outras, todas elas realizadas por Jorgen Lerdam
(Irlanda, 2002), com locução em português de Ruy
de Carvalho. Do mesmo escritor se verá a obra-prima OS SAPATOS
VERMELHOS (The Red Shoes), de Michael Powell e Emeric Pressburger
e ainda uma biografia, CHRISTIAN ANDERSEN (Hans Christian Andersen),
de Charles Vidor, com Danny Kaye no papel do celebrado escritor nórdico.