CineEco 2005

XI Festival Internacional de Cinema e Vídeo de Ambiente da Serra da Estrela

21 de Outubro a 30 de Outubro de 2005

Juri Imprensa Novidades

 

OUTRAS TERRAS, OUTRAS GENTES
Mantendo uma tradição que vem desde a sua primeira edição, o “Cine Eco” apresenta uma secção paralela, “Outras Terras, Outras Gentes”, que pretende difundir um cinema alternativo, de origem não muito habitual no nosso país.
Este ano a selecção incidiu sobre BOM DIA, NOITE (Buongiorno, Notte), de Marco Bellocchio (Itália), DIÁRIOS DE CHE GUEVARA (The Motorcycle Diaries), de Walter Salles (Brasil); TERRA DA ABUNDÂNCIA (Land of Plenty), de Wim Wenders (Alemanha, EUA); MARIA CHEIA DE GRAÇA (Maria Full of Grace), de Joshua Marston (Colômbia, EUA), MAR ADENTRO (The Sea Incide), de Alejandro Amenábar (Espanha) e UM LONGO DOMINGO DE NOIVADO (Un Long Dimanche de Fiançailles), de Jean-Pierre Jeunet (França).

RESGATADOS
Também alguns títulos de obras de produção norte-americana foram “resgatados” para uma exibição em Seia, ou uma re-apresentação. Obras na sua maioria de autor, representativas de uma produção de grandes estúdios, como são o caso de CHARLIE E A FÁBRICA DE CHOCOLATE (Charlie And The Chocolate Factory), de Tim Burton, O FANTASMA DA ÓPERA (The Phantom of the Opera), de Joel Schumacher, GUERRA DOS MUNDOS (War of the Worlds), de Steven Spielberg, ALEXANDRE, O GRANDE (Alexander), de Oliver Stone, REINO DOS CÉUS (Kingdom of Heaven), de Ridley Scott ou À PROCURA DA TERRA DO NUNCA (Finding Neverland), de Marc Forster. Europeu, mas na mesma linha de ideia, está A QUEDA: HITLER E O FIM DO TERCEIRO REICH (Downfall), de Oliver Hirschbiege.

CICLO M. NIGHT SHYAMALAN
De um autor em particular destaque nos últimos anos, o Cine Eco 2005 organiza uma retrospectiva quase integral, apresentando os seus filmes de culto, O SEXTO SENTIDO, O PROTEGIDO, SINAIS e A VILA, mas acrescentando um título inédito em Portugal, uma obra de início de carreira, WIDE AWAKE (1998). Um revelação que permite um olhar aprofundado sobre um cineasta a ter em conta.

DA BD AO CINEMA
Nos últimos anos, a indústria cinematográfica, sobretudo a norte-americana, tem tido como prática corrente a adaptação ao grande ecrã de aventuras de diversos heróis que têm como ponto de partida os “comics books” ou banda desenhada. Praticamente todas as grandes personagens da BD made in USA já foram passadas a cinema. Esta vaga de fundo, que cresce com as imensas possibilidades oferecidas pelas novas tecnologias, acaba por reflectir uma contaminação de linguagens que torna fascinante e estimulante este jogo.
Para verificar prós e contras, aqui se organiza um ciclo que reúne algumas das obras recentes mais significativas: HULK (Hulk), de Ang Lee, BATMAN, O INICIO (Batman Begins), de Christopher Nolan; BLADE 2 (Blade 2), de Gulhermo del Toro; SIN CITY - A CIDADE DO PECADO (Sin City), de Frank Miller e Robert Rodríguez; X-MEN (X-Men), de Brian Singer ou IMORTAL (Immortel (ad vitam), de Enki Bilal.

CINEMA PORTUGUÊS
O cinema português não foi obviamente esquecido, como sempre acontece, sendo projectadas duas das melhores longas-metragens de ficção recentemente estreadas em salas portugueses, para lá de um número muito significativo de curtas e médias e metragens documentais. As longasmetragens serão NOITE ESCURA, de João Canijo e A COSTA DOS MURMÚRIOS, de Margarida Cardoso.

CINEMA BRASILEIRO CONTEMPORÂNEO
No festival de Goiás, na sua edição de Maio de 2005, o Cine Eco organizou e apresentou no Brasil um ciclo sobre cinema português, subordinado ao tema ”Visões da Juventude no Cinema Português Contemporâneo.” Cabe agora a vez ao cinema contemporâneo brasileiro ser apresentado em Seia, com uma panorâmica que agrupa alguns dos filmes mais importantes dos últimos anos e também com panorama do audiovisual goiano, este último enviado directamente pelo FICA. Entre as longas-metragens de ficção e documentas contam-se BRAVA GENTE, BRASILEIRA, Lúcia Murat; A CIDADE DOS HOMENS, de A CARTOMANTE, de Pedro Utanga e Wagner de Assis; CENTRAL DO BRASIL, de Walter Salles, DEUS É BRASILEIRO, de Carlos Diegues; ABRIL DESPEDAÇADO, de Walter Salles, O INVASOR, de Beto Brant; DESMUNDO, de Alain Fresnot; GLAUBER, O FILME, LABIRINTO DO BRASIL, de Sílvio Tendler; ORFEU, de Carlos Diegues; O OUTRO LADO DA RUA, de Marcus Bernstein; O HOMEM QUE COPIAVA, de Jorge Furtado; LISBELA E O PRISIONEIRO, de Guel Araes; MEMÓRIAS PÓSTUMAS, de André Klottzef e VILLA LOBOS, UMA VIDA DE PAIXÃO, de Zelito Viana. A estas obras deverá ainda acrescentar-se um PANORAMA DE CINEMA E VÍDEO GOIANO, onde serão apresentados vários títulos dos mais significativos da produção do Estado de Goiás, numa colaboração com o FICA, que muito agradecemos: A LENDA DA ÁRVORE SAGRADA, de Eládio Sá Teles, ALTERNATIVAS, de Dustan Oeven, BARRADOS E CONDENADOS, de Adrian Cowel, CÉSIO, 137, O BRILHO DA MORTE, de Luis Eduardo Jorge, MINHA VIDA, MINHA CÂMERA, de Lisa França, A VIDA NÃO VIVE, de Amarildo Pessoa e Kátia Jacarandá, ICOLOGIA, de Ângelo Lima e AS CIDADELAS INVISÍVEIS, de Lourival Belém.

SÓ ANIMAÇÃO
Como tem acontecido em todas as anteriores edições deste certame, o “Cine Eco” procura dar uma atenção muito especial às crianças, apresentando um conjunto de obras que lhe são especialmente dedicadas. No campo do cinema de animação, poderemos ver vários títulos de agrado seguro entre os estreados nas salas de cinema nacionais muito recentemente: MADAGÁSCAR, de Eric Darnell; BELLEVILLE RENDEZ-VOUS (Les Triplettes de Belleville), de Sylvain Chomet ; O GANG DOS TUBARÕES (Shark Tale), de Bibo Bergeron e Vicky Jenson; SONHO DE UMA NOITE DE SÃO JOÃO (El Sueño de una noche de San Juan), de Ángel de la Cruz e Manolo Gómez

CENTENÁRIO DE JULES VERNE
O mundo fantástico do mago da aventura e da antecipação científica comemora agora um centenário sobre a morte do seu autor, o francês Jules Verne. Dele veremos uma biografia, JULES VERNE – LES VOYAGES DE JULES VERNE, de Pierre Tridivic, e algumas adaptações de clássicos como A VOLTA AO MUNDO EM 80 DIAS (Around the World in 80 Days), realizadas por Michael Anderson, Buzz Kiulic (esta para televisão) ou Frank Caraci, para lá da sempre recordada versão de 20000 LÉGUAS SUBMARINAS (20000 Leagues Under the Sea), de Richard Fleischer, e ainda de uma excelente A ILHA MISTERIOSA (Mysterous Island), de Cy Endffield ou de A VIAGEM AO CENTRO DA TERRA, de Um regalo para os olhos e a imaginação.

CENTENÁRIO J.M.BARRIE E “PETER PAN”
À PROCURA DA TERRA DO NUNCA (Finding Neverland), de Marc Forster, veio recordar a figura de J. M. Barrie, escritor e autor do muito celebrado “Peter Pan”, cujo centenário da criação passou não há muito. Altura para rever o filme que recupera a personalidade do escritor e ainda algumas versões da sua personagem de eleição: em animação, AS AVENTURAS DE PETER PAN (Peter Pan), de Clyde Geronimi, Wilfred Jackson, Hamilton Luske, PETER PAN NA TERRA DO NUNCA (Return to Never Land), de Robin Budd e Donovan Cook, ou em imagem real, HOOK, de Steven Spielberg, e PETER PAN, de P.J. Hogan.

CENTENÁRIO DE HANS CHRISTIAN ANDERSEN
Outro centenário, este bicentenário, é o de Hans Christian Andersen, autor de alguns dos mais conhecidos e admirados contos para crianças e adultos. Uma antologia de adaptações para cinema de animação será apresentada, com versões de trinta contos, entre os quais O PATINHO FEIO, O ANCIÃO, O JARDINEIRO E O SENHOR, SOPA DE SALSICHA e COMPANHEIRO DE VIAGEM, A PEQUENA SEREIA, É ABSOLUTAMENTE CERTO e OLAVINHO FECHA-OS-OLHOS, O SOLDADINHO DE CHUMBO, PEDRO E O TAMBOR e O PROFESSOR E A PULGA, e muitas outras, todas elas realizadas por Jorgen Lerdam (Irlanda, 2002), com locução em português de Ruy de Carvalho. Do mesmo escritor se verá a obra-prima OS SAPATOS VERMELHOS (The Red Shoes), de Michael Powell e Emeric Pressburger e ainda uma biografia, CHRISTIAN ANDERSEN (Hans Christian Andersen), de Charles Vidor, com Danny Kaye no papel do celebrado escritor nórdico.

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